quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Reflexão...


16/09/2009, 03:00h.

Deixem as lágrimas caírem...

Esse vazio que preenche...
Olhe o reflexo no espelho.

Um sofrimento que parece não ter fim.


Ontem sorria, como nunca...

E hoje...

Dores, lamentos, desilusões.

O grande cemitério das boas intenções.


Uma sobrecarga de afazeres...

Como Atlas, um mundo em suas costas.

Peso Mundano.

Perseguição moral, astral e até sobrenatural.


Aquele gosto amargo na boca...

Tudo traz medo...

Da felicidade, só a penumbra...

Recordações.


Quantos passaram???

Você os ouviu???

Até onde irias tu???

Quanto tempo passou???


Não existem mais segredos...

De tempos em tempos a Foice faz a colheita.

Eternidade é para poucos...

Aqui só ficam os atos.


Bons ou ruins.


Olhe para o seu candelabro...

Veja quanto tempo resta-lhe.

Ainda há tempo???

Sempre haverá.


Materialize seus sonhos...

Busque naquela criança que um dia existiu, a força para reagir.

Para cada fim de inverno...

Uma nova primavera está por vir.


Que este ódio, que causaram, torne-se esperança.

Não é preciso apontar seus erros...

Terá em suas mãos uma nova opção.

Acerte-se antes que a ampulheta da vida chegue ao fim.


Aqui nada passará em branco.

Os caminhos para a quintessência...

O grande Elixir...

O todo diluído em um.


Basta sentir...

Transmitir...

Ser...

Não existe vergonha em errar...
Mas há uma grande satisfação em concertar.
Viver é aprender...
Ensinar é aprender.

Viver – Aprender - Ensinar


O Mundo só torna-se Trevas...

Para os desesperados...

Desamparados...


É preciso reflexão para um Mundo melhor.

domingo, 13 de setembro de 2009

Pressão...

E mais uma música...

Mais um refrão.


14/09/2009, 03:00h.


Vejo a pressão...
Sinto a pressão...

Fazem de tudo, para que enforque-me.

Desejam meu mau.
Para que tenham certezas...
De que estavam certos.

Mas não seguirei padrões.
Tenho respeito e sei ouvir e filtrar.
Agora não deu???
Daqui a pouco dará.

O tempo não erra...
Os Humanos que são apressados.
Buscam ensinar com erros...
E não com sucessos.

Querem apontar-me.
Denegrir minha dignidade.

Só esquecem, que no fim de tudo
, sou eu, o pesquisador.
Mas liberto-me das tramóias.
Deixo acharem que estou indo...
Viajando em suas barbáries...
Mas meço, a cada segundo, a profundidade, de suas pegadas.

Conheço um por um...
Leais ou desleais.

E no fim...

Vejo a pressão...
Sinto a pressão...

Falsas amizades...
que vem e vão.

E nada mudará meu "ser".
Meu conhecer...
Meu viver.

Acham que possuem o controle???

Sigam...
Vivam...

O mundo é redondo para os bons, humildes, tolerantes...
E quadrado para aqueles que acham saber das verdades.

Tenho aquilo que posso dar conta...
E sonho com tudo aquilo que, um dia, darei conta.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A-Normalidade...

09/09/2009, 01:09h.


Difícil entender...

Vivemos em dois Mundos???

Ou serão duas Vidas???

Aquela que gostaríamos de viver e a que vivemos.


Simples atos que fazem cair por terra, toda utopia de uma idealização de sociedade.

Tudo está interligado...

Numa rede sistemática.

O sucesso da humanidade é individualizado.


Basta cada um perceber e buscar o equilíbrio.

Ao contrário da vida diária, onde cada um espera do próximo, as soluções.

Buscam justiça, mas esquecem de serem justos.

Querem igualdades desde que não saiam perdendo.


Imaginemos algumas situações ...


O pai que defende as igualdades raciais, mas choca-se com a filha que apresenta o namorado afro-descendente, asiático ou sabe lá quem seja...

O filho que contraria toda sua criação para demonstrar a tal liberdade, independência...

Aquele senhor, excelentíssimo juiz, que agarra-se aos papéis, as leis e descarta o material humano...

A nossa “segurança” que agarram as pessoas humildes e deixam livres os filhos "daquele" pai...

E aquele velho problema, Violência, que teimam em dizer que é natural ou normal.


Deixam tantas coisas em silêncio...

Mobilizam um enorme esforço para com a vida de cada um...

Participam impiedosamente da vida alheia, com opiniões, críticas...

E esquece-se de viver e reparar a própria.


Um silêncio indigno...

Quando o mais óbvio torna-se, lamentavelmente, descartado.

Discrepâncias casuais.

Conflitos induzidos...


Pela moralidade.

Falsa moralidade.

Ironizam os sentimentos.


Esquecem do passado.

Atropelam o presente.

E aguardam o futuro...

Futuro incerto para aqueles que agem assim.

Talvez nem haja futuro...

E mais uma música...

Mais um filme...

Mais uma peça.

Os contratempos são os mesmos.


Tantas coisas, verdadeiramente, para serem ditas.

Talvez seja a última chance.

Última vez.


E assim seguem...

Menosprezando cada irmão.


Cada cera derretida...

Cada lágrima caída...

Cada sangue derramado...

Não há volta.


A primavera está por vir.

E com ela a esperança.

Já sinto cheiro das flores.

Vindo na brisa de novos tempos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Feira...

31/08/2009, 01:00h.


Saí às compras.

Sentimentos estão em falta.

Errei de feira...

Ou de Mundo.


Paciência tem limite...

Só por encomenda.

Justiça também está em falta...

Dizem que não está na época.


Preconceitos têm aos montes.

Desprezo está na promoção.

As mentiras, estragam em caixotes de tanta fartura.

Desesperança e descrença lotam os mostruários.


Fé tornou-se especiaria rara.

Esperança, além de cara, um ou outro barraqueiro possui.

Inocência nem adianta procurar.

A bondade não vingou, uma praga estragou toda a safra.

É tempo da irracionalidade...

Da insegurança.

Miséria tem o ano todo.

Desigualdade então?!

A maldade é anunciada aos berros.

Para todos os gostos.

Vendem a quilo, o metro e a dúzia.

Ganância nunca falta.


Fardos de leviandades colorem as barracas.

Amarrados de alienação pendurados.

Trouxas de ódio preenchem as lacunas.

E nas bacias, regadas de hora em hora com lágrimas para não murchar, violência.


A felicidade não chegou para todos.

Talvez semana que vem cheguem algumas mudas.

O cheiro de hipocrisia paira no ar.

Amostras de insensatez são distribuídas regularmente.


Não posso deixar de citar as amarguras...

Vendidas com favos de desilusões.

Bolsas e mais bolsas de infidelidades.

Negocia-se medo o tempo todo.


E o amor???

Olham-me com olhos estupefatos.

Neste momento alguém esbarra em um monte de invejas, que espalham-se pelo chão.

Na falta, oferecem-me sofrimento, angústias e lamentações.


Pelo visto, terei de cultivar amor em casa.

Passei horas procurando e ninguém conhece nem por nome.


Volto para casa de mãos vazias...

Pretendia ter uma dieta rica em sentimentos prazerosos.

Mas vejo que a alimentação do Mundo continua indigesta.